O encontro dos duros

Na Primavera de 1971 no regresso a Portugal depois da comissão em Timor, a viagem
foi feita num navio comercial que fez várias escalas em cidades de paises orientais.
Uma dessa paragens foi precisament em Bangkok, capital da Tailandia.
Este país é muito diferente dos usos, costumes, mentalidades e culturas, em relação ás
minhas origens portuguesas.
Sem querer narrar completamente como a viagem decorreu, devo de dizer que houve
muitas coisas que me impressionaram.
Por exemplo, pelo que me pude aperceber, a religião mais forte, é o budismo.
Conheço pouco sobre essa religião, mas vi, por ter contactado diretamente com eles,
que existem vários grupos dessa religião.
Notei que havia homens de todas as idades, com a cabeça rapada, e que existíam
diferentes grupos, pois andavam vestidos de cores diferentes.
Assim, havia os azuis, os laranjas, os verdes, os amarelos, e outras cores que neste
momento não me recordo.
A missão deles era sairem de manhã, andarem a mendigar o dia todo, e só à noite
regressaríam ao local de concentração.
Como nota curiosa, devo de informar, que eles nunca se aproximavam das mulheres,
(seria pecado ?) apenas pediam esmolas ao sexo masculino.
Outra nota curiosa, era que quando entrava nas lojas para comprar lembranças, havia
sempre umas jovens, muito belas, talvez com uma idade de cerca de 20 anos, e que
andavam sempre a oferecer (grátis) cerveja ou refrigerantes aos clientes.
Devo de dizer, que comprei algumas coisas, mas também tive o prazer de beber,
servido com muita amabilidade por uns sorrisos inesquecíveis.
A escritura local, é indecifrável para um pobre ocidental como eu, felizmente que a
linguagem de gestos é universal.
Muitos dos anuncios, estão escritos, na linguagem do país, mas também em inglês.
Nunca dominei correctamente esta língua, mas nessa altura já compreendia muita coisa.
Foi então que vi num estabelecimento, escrito com letras bem gordas...
MASSAGENS JAPONESAS COM SABÃO ESPECIAL...
Calculei que possivelmente nunca mais na minha vida voltaría a Bangkok, então seria a
minha única ocasião de experimentar essas tais massagens, até porque estava muito
calor, e eu estava realmente fatigado.
Entrei, e por gestos e sorrisos, não foi difícil de fazer compreender o que eu
pretendia.
Abriram um catálogo onde estavam várias fotos de moças, e disseram qualquer coisa
que não compreendi, mas percorri com os olhos o tal catálogo, e com o dedo indiquei
uma foto.
A recepcionista, concordou, e fez-me acompanhar até um salão, onde havia umas mesas
em mármore.
Através de sinais compreendi que devia de me despir completamente.
Devido ao calor que estava, não pensei duas vezes, e num espaço de alguns segundos
fiquei completamente nu.
Fizeram-me sinal para me deitar na tal mesa de mármore, e nesse momento apareceu
uma linda moça, que reconheci ser a que eu tinha escolhido pela foto do catálogo.
É altura de informar que quando esta história aconteceu, eu tinha 25 anos de idade,
portanto quando vi a moça que me vinha massajar, aparecer em monokini, com uns lindos
seios naturais, e que se mantinham bem direitos, houve uma reação muito rápida de uma
parte da minha anatomia.
Os tais 100 mililitros de sangue, necessários para encher determinados canais inertes,
deslocaram-se rápidamente, e o membro quase instantâneamente, ficou mais que duro.
A moça, sem se impressionar com o meu estado lastimoso, começou a massagem enquanto
eu estava deitado de "barriga para o ar".
É verdade que eu comecei a sentir-me relaxado, mas aquela coisa dura, não queria sair
daquele estado...
Pouco importava os meus desejos, ali naquele salão, era sómente para massagens.
Foi então que a moça, estando a determinado momento atrás da minha cabeça, e sem
nunca parar os movimentos de esfregar as mãos contra o meu corpo, me agarrou pelos
ombros, e sem denotar qualquer esforço físico, fez-me rodopiar de 180º.
A história está quase a acabar, e a verdade, é que por muito rijo que esteja o membro,
o mármore é mais duro ainda, e se houve alguém que gritou de dores, e que vergou...
não foi o mármore, não...!!!